quarta-feira, 8 de novembro de 2017

2° Arcano - A sacerdotiza

DESCRIÇÃO DA LÂMINA – Nas águas da vida aparecem duas colunas, do templo de Ísis, a branca Jakin e a negra Boaz: cada uma com quatro degraus significando os quatro corpos de pecado (físico, vital, astral e mental), em cima aparece uma Mestra sentada entre duas colunas maiores. Ela está no interior de um templo, está voltada para nós, por isso as colunas estão ao contrário. O fato de estar sentada indicanos o seu aspecto “passivo”; no arcano no. 1, o Mago está parado; aspecto “ativo”. Está a mostrar o seu perfil esquerdo, o seu aspecto negativo.
No seu regaço um livro meio aberto que cobre metade com o seu manto, indicando que ela é a Sabedoria, ela ensina a Cabala. No seu peito a Cruz Ansada, o símbolo da vida, o fundamento, Vênus, a Cruz Tao. A cruz sobre o peito descoberto significa que o seu produto, o leite, são as Virtudes.
A Serpente sobre a fronte indica Mestria; que está levantada.
Sobre a sua cabeça, os cornos do Touro Sagrado Ápis, o esposo da Vaca Divina; os cornos simbolizam internamente «O Pai», externamente, o «Eu psicológico» (os nossos defeitos). Encontramos também os atributos do Novilho ou Kabir. O círculo é a Serpente que morde a cauda, representa a Mãe Cósmica, a Vaca
Sagrada. O véu que cai sobre o seu rosto é o Véu de Ísis.
O SIGNIFICADO ESOTÉRICO DO ARCANO – O arcano no. 2 é a Sacerdotisa, a Ciência Oculta. No campo do Espírito o Um é o Pai que está em Segredo, o Dois é a Mãe Divina, a qual é o desdobramento do pai.
O livro sagrado dos Maias, o Popol Vuh, diz que Deus criou o homem de barro e depois de madeira (a Raça Atlante), porém eles esqueceram-se dos seus Pais e Mães, esqueceram-se «do Coração do Céu», logo veio um grande dilúvio e todos pereceram, procuravam refúgio nas cavernas e estas derrubavam-se (refere-se à
submersão da Atlântida).
Assim pois, cada um tem o seu Pai e a sua Mãe Divina que são muito sagrados. No Pai e na Mãe Kundalini vemos as duas colunas Jakin e Boaz, as quais são as que sustêm o Templo. A letra hebraica Beth expressa o dualismo das duas colunas do templo: Jakin a coluna direita de cor branca, o homem, princípio masculino; e Boaz a coluna esquerda de cor negra, a mulher, o princípio feminino.
Entre as duas colunas, J. e B., está o Grande Arcano; isto precisamente não o entendem muitos irmãos Maçons. Coloca-se a Pedra Cúbica em estado bruto entre as duas colunas e converte-se na Pedra Cúbica de Jesod já lavrada. Isto não é outra coisa senão o sexo, o Sephirote Jesod; temos de conhecer o Arcano, o Maithuna representado pelo cinzel da inteligência e o martelo da Vontade.
As palavras inefáveis da Deusa Neith foram esculpidas com letras de ouro nos muros resplandecentes do Templo da Sabedoria: «Eu sou aquela que sempre foi, é e será, e nenhum mortal levantou o meu véu.».
O véu simboliza que os segredos da Mãe Natureza estão ocultos para o profano e que somente o iniciado após incessantes purificações e meditações os consegue descobrir. Vós deveis ser valorosos e levantar o véu de Ísis; a nossa divisa Gnóstica é Thelema, (Vontade).
O no. 1, o Pai que está em Segredo, é o Eterno Princípio Masculino, é em si mesmo Brahma, sem forma, impessoal, inefável, podemos simbolizá-lo com o Sol. O no. 2, a Mãe Divina, é o Eterno Princípio Feminino, podendo simbolizar-se com a Lua. Brahma, não tem forma, é Aquilo, porém, em si mesmo, é o governador do Universo, é Ishvara, Eterno Princípio Masculino, o Princípio Universal de Vida.
O Princípio Universal de Vida desdobra-se no Eterno Princípio Feminino Universal, o qual é o Grande Pralaya do Universo, do Cosmos, Seio Fecundo de onde tudo nasce e aonde tudo retorna.
No ser humano, a Mãe Cósmica assume a forma de uma Serpente. Existem duas serpentes: uma é a Serpente Tentadora do Éden, a da Deusa Kali, o abominável Órgão Kundartiguador; a outra é a Serpente de Bronze, a que curava os Israelitas no deserto; a Serpente Kundalini. São os dois Princípios Femininos do Universo; a Virgem e a Rameira; a Mãe Divina ou Lua Branca e a Lua Negra, referida como Astarot ou Kali, o aspecto tenebroso.
O arcano no. 2 é o da Sacerdotisa; no ocultismo diz-se que é a manifestação Dual da Unidade. A Unidade ao desdobrar-se dá origem à Feminilidade Receptora e Produtora em toda a Natureza. É óbvio que dentro do organismo humano está o no. 2 e este está relacionado com o no. 1, a Vontade e com o no. 2, a Imaginação.
Tem de se distinguir entre a imaginação intencional e a imaginação mecânica, é óbvio que a imaginação mecânica é a própria fantasia. A chave de poder encontra-se na união da Vontade e da Imaginação, em vibrante harmonia.
Existe uma chave para sair em astral, e esta é rápida: ao despertar do sono normal, mantenham os olhos fechados e sem se mexerem imaginem vivamente qualquer sítio (mas não imaginem que estão a imaginar).
Tal tem de se traduzir em actos; sintam-se plenamente seguros de estarem no lugar imaginado, unam a Vontade e Imaginação e é lógico que se o lograrem, o resultado será o triunfo. Ponham a imaginação em ação e ponham-se, com fé, a caminhar no lugar que estão a imaginar.
 Se a prática é feita e se consegue a combinação da Vontade e da Imaginação (esta é feminina) sem se mover na cama, conservando o sono e imaginando o lugar; ao pôr-se em jogo a Vontade e ao pôr-se a caminhar firmemente poder-se-á ir aonde se quiser.
Em certa ocasião encontrava-me numa selva e ao passar por um caminho falaramme de uma montanha; por ser perigoso esse lugar fui investigá-lo em astral. Imaginei a montanha, vi névoa, uns degraus e um grupo de Adeptos; ao entrar nesse lugar deramme uma colher de mel de abelha, o alimento da Loja Branca, e o Pão da Sabedoria, e logo me disseram que me purgasse com azeite de rícino para limpar o estômago. No outro dia saí do corpo, ao qual tinha limpo o estômago. Vi as estrelas e fiz a runa Man; os Adeptos ordenaram-me que descesse aos Mundos-Infernos; entrei numa região de profundas trevas onde fui atacado por animais terríveis, eram os meus Eus. Coube-me meter-me por portas onde mal se cabia, por estreitos caminhos e dali sair por um cemitério. Tudo o que é Ego é morte e desgraça, é Mefistófeles. É preciso trabalhar duramente.

Obs: Jakin e Boaz  se refere aos dragões Branco e Negro na Ordem do dragão Vermelho sendo que a mesma não existe mais no mundo físico.

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